Sumiço de irmãos na fronteira completa 30 dias sem novas informações

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O caso dos irmãos desaparecidos após abordagem policicial do DOF (Departamento de Operações de Fronteira) completa hoje (12) um mês. As buscas foram interrompidas no final de agosto e só vão prosseguir caso haja pistas novas a respeito do paradeiro dos jovens.

O último registro que se tem de  Rodnei Campos dos Santos e Edninei Bruno Ortiz Amorim são as imagens da câmera de segurança de um posto de gasolina, na saída de Ponta Porã para Antônio João. A data é de 12 de agosto, e os jovens, que estavam em um Golf preto, são revistados por policiais. Na sequência, um dos irmãos entra na viatura policial e outro no carro, acompanhado de outro agente.

Depois da ação policial, nenhum dos dois jovens foram vistos. O carro deles foi encontrado dois dias depois, abandonado em Pedro Juan Caballero, no Paraguai.

Segundo a assessoria do DOF, em depoimento informal, os agentes relataram que liberaram os dois após a abordagem. Eles teriam levado os rapazes para outro local porque o sinal de rádio era ruim naquele ponto e prejudicava a consulta aos antecedentes criminais e ao registro do veículo.

Buscas

Apenas três buscas pelos rapazes foram feitas até o momento. A primeira foi em 23 de agosto, quando Bombeiros e Guarda Municipal de Ponta Porã vistoriaram a região do Assentamento Itamarati, região onde os desaparecidos teriam sido vistos pela última vez.

Na sequência, o grupo retornou a região, mas depois de não acharem nada, a procura foi interrompida.

Familiares dos jovens chegaram a fazer buscas por contra própria, mas não tiveram sucesso.

O secretário de Segurança Pública de Ponta Porã, Marcelino Nunes, explicou que as buscas foram e serão feitas conforme novos indícios apareçam.

Enquanto isso, os quatro militares que fizeram abordagem aos jovens continuam afastados do serviço ostensivo e trabalham em funções internas, até conclusão do inquérito policial militar, aberto pelo comando do DOF.

Em andamento

O delegado da Delegacia de Homicídios em Campo Grande, Márcio Obara Shiro, não deu detalhes sobre as investigações e disse apenas que elas estão em andamento. Ele esteve em Ponta Porã por duas vezes fazendo diligências.

Obara fez questão de destacar que o sequestro e tortura de dois jovens que instalaram as câmeras de segurança que registraram a abordagem do DOF não tem relação alguma com o caso.

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